Poesia II
Ao homem que foi de nave até Pisa
e que voltou de bicicleta,
pelo seu 22º Aniversário,
Há um ano fomos para Pisa,
Cheios de malas e sacos-de-cama,
Não pagámos excesso de peso,
Na Alitália ou lá como é que aquilo se chama.
Cidade da Torre torta,
E de pontes e rio arno,
Jogámos ao pisa com a malta,
E viajámos pa cararno.
Uns foram para Florença,
Outros para Pisa,
Mas lá nos encontrávamos todos,
A comer massa ou uma bela Pizza.
Ouve muita gente que se foi embora,
Depois de muita ramboia,
E lá ficaram os restantes,
A chorar como uma gibóia.
Depois juntou-se muito estranja,
Daqui, dali e dacolá,
Mas na hora de fazer a manja,
Lá estavam sempre os homens do iemanjá.
Fizeram-se muitos exames,
Bebeu-se muito vinho,
E na hora do adeus,
Ficámos todos com o coração apertadinho.
Agora que já voltámos todos,
E que a vida voltou ao que era,
Temos mais amigos,
E um mundo que nos espera.
O ERASMUS acabou,
E já há amigos estranjas a virem cá,
Se começo a trabalhar,
Quando poderei ir eu lá?
Há um mês e meio voltei de Pisa,
Cheia de malas e saco-de-cama,
Não paguei excesso de peso,
Na Alitália ou lá como é que aquilo se chama.
Vanessa Patrícia
(Aceitam-se análises semânticas, lexicais, de métrica e de estrutura, bem como de contexto epocal e sensibilidade pós-moderna)
O que vamos fazer com este blog? Querem mesmo que a Vanessa Patrícia continue a escrever? Olhem que eu tenho gente dentro de mim ainda pior do que ela que está deserta para dizer coisas ao mundo.

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