... de quando se fazia tarde na Piazzale Michelangelo...
Era quando se fazia tarde na Piazzale Michelangelo que a cidade se revelava aos olhos mais exigentes, quando no crepúsculo do dia às escondidas do sol, a cidade mudava de cor mil e uma vezes a cada minuto. O Arno que era verde baço, rapidamente sofria uma variação cromática inúmera, até nos impressionar finalmente com um verde esmeralda tão ou mais precioso que todas as preciosidades materiais da cidade. Do Duomo e do Palácio Vecchio ficava-se com a ideia de grandes naves vindas de um planeta maior que ali se demoraram e estacionaram para assistir à eternidade. O sol escondia-se cada vez mais e começavam-se a ver luzes na cidade e na nossa cabeça vozes de canto gregoriano ecoavam de mansinho como se dissessem «vieni ... vieni...».
Até que disse por aqui, é ali, aquela igreja!!! E tinha razão, não foi preciso entrar na dita igreja para sentir um arrepio percorrer o corpo, a alma, causado pela sensação de paz e tranquilidade daqueles sons que se conjugavam em perfeições constantes e ainda para mais com os nervos à flor da pele depois de um cair de tarde de vistas sublimes e visões duradouras.
Bebemos aquela música até à última gota e descemos do alto da vida pelas escadas que vão dar ao Arno, àquela hora já não era verde esmeralda, nem sequer verde, era castanho como a terra e mais tarde viria a ser azul de céu estrelado, nessa noite em que a lua se deixaria dormir.
... e os miradouros da nossa Lisboa, varandas para o Tejo que não desiste de correr... ele que é padrinho do nosso amor...
o alfacinha florentino
Até que disse por aqui, é ali, aquela igreja!!! E tinha razão, não foi preciso entrar na dita igreja para sentir um arrepio percorrer o corpo, a alma, causado pela sensação de paz e tranquilidade daqueles sons que se conjugavam em perfeições constantes e ainda para mais com os nervos à flor da pele depois de um cair de tarde de vistas sublimes e visões duradouras.
Bebemos aquela música até à última gota e descemos do alto da vida pelas escadas que vão dar ao Arno, àquela hora já não era verde esmeralda, nem sequer verde, era castanho como a terra e mais tarde viria a ser azul de céu estrelado, nessa noite em que a lua se deixaria dormir.
... e os miradouros da nossa Lisboa, varandas para o Tejo que não desiste de correr... ele que é padrinho do nosso amor...
o alfacinha florentino

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home