sábado, maio 13, 2006

Hoje lembro-me da primeira visão sobre o Arno, de me aproximar pé ante pé e de me debruçar junto à ponte mais velha. Era noite de meia-estação e uma aragem atravessava já os corredores de ruas e praças de Florença - cidade virgem aos meus olhos - não estava só, estavam comigo dois dos meus fratelli, os primeiros. Olhei e fitei o rio, à primeira vista sem grande beleza, até o introduzir na paisagem que o rodeava e adivinhar os reflexos e as coisas que se espelhavam nele, nós espelhados nele. Então é que percebi que as àguas daquele rio, que se encontrava quase à porta da minha casa, que corriam imparáveis na direcção do mar, passavam pela cidade encantada onde se achava feliz o meu amor, aquele rio era a nossa união, a nossa carreira vinte e um... e tudo isto foi antes de aprofundar a nossa relação com a amiga trenitália...


...e este Tejo que é vasto como um mar...


o alfacinha florentino*